sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Histórias para se lambuzar


por Wilza Nunes - Collectivus

Estavamos brincando de algo de divertir e mais que de repente, Téo viu uma bolacha e pediu do seu jeito “Dá, Dá, Dá” e do meu jeito o atendi “Só um pedacinho”.  Assim que encheu a boca com a bolacha inteira, fui pegar um pedaço e aí começou uma lambuza de fazer rir...a bolacha foi derretendo nas mãozinhas dele chegando em minha boca daquele jeito: lambuzo. E foi crescendo até gargalharmos com os nossos rostos e bocas grudentos, felizes lambuzados.
Assim também o é, de forma análoga, quando ele e eu lemos histórias juntos em nossas mediações de leitura:
A bolacha compartilhada, lambuzada de afeto é também o livro lido ouvido recheado de histórias, ilustrações, cores, cheiros, tamanhos, que nos vão derretendo de doçura, prazer, sentido; unidos em torno da imaginação.
Ao fazer um som para o leão, para a coruja, dar um beijo no ratinho, apontar uma ilustração, folhear as paginas enquanto ouve o texto.


Como revela Evelio Cabrejo Parra...faz-se a descoberta de que os textos são coisas que tem um sentido, uma pluralidade de sentidos, e que cada sujeito deve trabalhar um pouco para chegar a construir o sentido em seu espírito”. Téo e eu estamos trabalhando, nos lambuzando de boas histórias, boas leituras e seu(s) sentido(s).

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